Devemos buscar o Senhor com dedicação, precisamos acordar e levar a palavra do senhor... Sejamos verdadeiros profetas de Deus.
Introdução aos profetas
O conceito de profecia é introduzido ao Antigo Testamento com o relacionamento entre Moisés e Arão. Arão foi designado por Deus como porta-voz de Moisés, mais tarde, o papel de Arão é descrito como o de “profeta” de Moisés. Da mesma forma o profeta de Deus é aquele que transmite as palavras de Deus. Embora Deus não seja incapaz de falar, Ele escolheu enunciar as suas palavras ao seu povo através de voz de seres humanos, que são os seus agentes de revelação. No período do Antigo Testamento, a revelação se dava de “muitas maneiras”, visões, êxtases, ações enigmáticas, compulsões interiores, sinais e maravilhas. A profecia do Antigo Testamento não é obscura ou caótica e não conduz o povo por caminhos egoístas, ocultos e destrutivos. Como a voz de Deus, os profetas exortavam, ameaçava e encorajava as pessoas. Ao pecado contínuo no coração humano, eles opunham a palavra de Deus.
A história da profecia do Antigo Testamento é geralmente dividida em três períodos principais: pré-clássico – Samuel, Nata, Elias e Eliseu, como Eles não registravam suas profecias em livros separados, esses profetas são, em geral, lembrados mais pelos seus feitos do que por suas palavras; Clássico – Amós e Oséias em Israel; Isaias e Miquéias, em Judá – durante a queda de Israel diante dos Assírios e a queda de Judá diante dos Babilônios, Sofonias, Naum, Habacuque e Jeremias. Conheceu as primeiras coleções de oráculos registrados; “exílicos e pós-exílicos” – Ezequiel e Daniel proclamaram a palavra de Deus ao povo durante os obscuros anos de exílio na Babilônia e Ageu, Zacarias e Malaquias durante o período da restauração de Judá na Palestina.
O conteúdo do cânon protestante das Escrituras indica que o ministério profético como precursor do reino de Deus permaneceu em silêncio entre Malaquias e João Batista. Malaquias predisse que o messias seria precedido pela vinda de Elias. Elias não se reencarnou, mas a sua autoridade se fez ouvir novamente através de João Batista. As características e a mensagem de João Batista constituem uma espécie de descrição sucinta dos seus antecessores proféticos. João era um personagem a parte da sociedade, porém a sua mensagem compelia as pessoas a ouvi-lo. Sua mensagem conclamava as pessoas a mudarem os seus caminhos e a se voltarem para Deus. Ele predisse a vinda e a grandeza de Jesus Cristo. Da mesma forma que João Batista tinha seus discípulos, os profetas do Antigo Testamento eram igualmente assistidos por seus servos e acompanhados por grupos proféticos chamados de “os discípulos dos profetas”. Parece que esses grupos proféticos desempenhavam papel importante no registro dos oráculos pronunciados pelos profetas e cuidavam da conservação dos livros que levavam os seus nomes. Os livros proféticos foram originalmente escritos em pergaminhos individuais. As palavras dos profetas são as mensagens de Deus ao povo de Deus. Embora elas contenham uma grande variedade de assuntos e estilos, é oportuno rever alguns dos seus temas recorrentes.
1. É freqüente a figura do matrimônio, uma vez que o Senhor imprime em seu povo a marca da intimidade do seu relacionamento com ele e o fundamenta em um solene compromisso com Israel.
2. A disputa judicial no contexto da aliança é uma forma pela qual Deus apresenta ao seu povo a acusações deles terem violado a aliança existente entre ambas as partes. Com freqüência, os profetas criticavam a elite religiosa, rica e poderosa, por oprimir os pobres. Os profetas criticavam a nação como um todo com a acusação de que não havia “conhecimento de Deus” na terra. O povo sabia a respeito de Deus, mas não mantinham um relacionamento fiel e confiável com Ele.
3. Os oráculos contra as nações são discursos, que denunciam os inimigos do povo de Deus e condenam qualquer um que comete os pecados ali descritos, Israel nem sempre é apresentado mais justo do que os seus vizinhos.
4. O ensinamento moral dos profetas inclui pronunciamentos decisivos que desafiam a vontade dos pecadores. Os profetas condenam a desonestidade, a crueldade, o orgulho e a sensualidade. Eles denunciam a falsa religião, mas também a distorção da verdadeira religião, especialmente qualquer ritual que esconda um coração vazio.
5. A tensão entre profecia verdadeira e a falsa pode gerar conflitos entre os profetas de Deus e os profetas dos falsos deuses, ou profetas que alegam falsamente falarem em nome de Deus. A prova de que um profeta é enviado por Deus e não é um impostor advém da tarefa profética de transmitir a palavra divina. As profecias devem ser verdadeiras, inclusive aquelas que prevêem acontecimentos futuros. Por fim, a mensagem do profeta deve ser coerente com a natureza e ensinamento de Deus.
6. Muitas profecias se referem ao Messias. No decurso da sua vida terrena, Jesus cumpriu numerosas predições ao seu respeito. Em seu conjunto, essas profecias são testemunhos convincentes da condição única de Jesus como o foco da palavra profética.
Os profetas frequentemente escrevem em versos poéticos. Os profetas instruem, repreendem as pessoas de todas as classes sociais, denunciam todo tipo de pecado. Em termos religiosos eles são monoteístas éticos; socialmente falando, é a inextinguível consciência do justo; espiritualmente, são os precursores do Reino de Deus anunciando Jesus Cristo ao mundo.
O ministério especifico dos profetas do Antigo Testamento chegou ao final com a vinda de Jesus, o último e maior profeta como ele mesmo sugere em Lc 7. 24-28. Todos os profetas que antecederam apontaram para Ele. Com a chegada de Jesus a profecia para o futuro teve que passar por mudança permanente. No dia de Pentecoste, todo povo de Deus recebeu o Espírito Santo e o dom da profecia continuou com os “profetas” da igreja primitiva. A nova autoridade e inspiração desses profetas devem ser distinguidas das dos profetas do Antigo Testamento.
O ministério da Palavra foi confiado aos apóstolos e, então a igreja fundamentada sobre o seu testemunho. O evangelho já não é proclamado das “muitas maneiras” que caracterizavam os profetas do Antigo Testamento. Contudo, os profetas do antigo Israel permanecem como propriedade comum da igreja em todos os tempos e, mesmo depois de séculos, continuam a ser voz de Deus para seu povo.
É preciso levantar profetas de ousadia...
é já a última hora